Critica: Saint Seiya - Os Cavaleiros do Zodíaco, da Netflix, é falho com adultos e crianças

Critica: Os Cavaleiros do Zodíaco, da Netflix, é falho com adultos e crianças

A Netflix resolveu produzir um remake dos famosos Cavaleiros do Zodíaco para adicionar ao seu catálogo. No entanto, o que parecia ser uma grande jogada tornou-se uma decepção.

Quem não se lembra de Seiya, Shun e companhia? Mesmo aqueles que não viveram o auge da febre dos Cavaleiros do Zodíaco, no meio dos anos 90, sabe do que se trata. Evidentemente, o maior apelo é com os saudosistas, que acompanhavam a animação na TV Manchete, extinta emissora que deu lugar, em 1999, à RedeTV!.

Agora repaginada e modernizada, a história usa novas tecnologias para desenvolver a animação. Por exemplo, a computação gráfica “modernizou” os personagens. Havia uma expectativa a respeito da produção, que acabou não se concretizando nos primeiros seis episódios dessa primeira temporada.

Os problemas são muitos: a animação não é de grande qualidade, o roteiro é pedestre e as mudanças feitas pela produção, como transformar Shun em mulher nesta nova versão, acabou “não colando”. Apesar de apresentar o enredo para novas gerações, falta alma e poder a essa nova versão.

Definitivamente a Netflix não tem o mesmo cuidado que uma Marvel, por exemplo, possui com seus personagens.

Perdendo a mão

Mesmo quem gosta muito de Cavaleiros do Zodíaco e torcia para que esta adaptação fosse a mais fiel possível acaba se decepcionando. E há motivos para isso. De certa forma, a produção Netflix trai o conceito do original.

Falta a força da animação antiga, bem como também não encontramos aqui aquilo que é mais importante para uma animação atual: a extrema qualidade nos traços. Todos os personagens parecem bonecos articulados. Não há textura na pele ou nos cenários para deixá-los próximo daquilo que estamos acostumados.

Há quem diga que essa seja uma escolha de caso pensado da Netflix. “Precisa ser assim mesmo, dirão”. Se for isso mesmo, então a situação é pior do que pensávamos.

Veja a opinião completa no vídeo abaixo:

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

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