O HOMEM QUE CALCULAVA: CONTOS DE AMOR À MATEMÁTICA

  Quem diria que uma das obras mais conhecidas mundialmente foi escrita por um brasileiro?

Disso, confesso que até pouco tempo não sabia.

A clássica obra literária que se passa no Oriente, O Homem Que Calculava, de Malba Tahan, fora publicado originalmente em 1938, e até hoje, sempre reeditada. Uma leitura paradidática, voltada para o público infanto-juvenil, mas que serve para todos aqueles amantes da leitura. De todas as idades e, principalmente, para todos aqueles que – como eu – têm pavor da Matemática.

  O Homem Que Calculava é uma coleção de contos episódicos que narra as aventuras do viajante Beremis, um hábil em Aritmética, que ajuda, por onde passa, pessoas a resolverem suas contendas envolvendo números. Com sua sapiência e senso de justiça resolve problemas e cativa a admiração daqueles que cruzam seu caminho, de forma dignamente lucrativa inclusive para o próprio. Vale muito a pena lê-lo, pois, além de narrar uma coletânea, traz ilustrações e apêndices que ajudam o leitor a compreender as ciências exatas de modo criativo, simples e divertido. Recomendável para todas as idades, é uma história mais cativante do que a outra. Mais instrutiva e que traz um senso de justiça e até espiritualidade, nos fazendo refletir sobre o sentido da vida e nossos conceitos do que seja realmente justiça. Esse título é um livro de fácil acesso, que você poderá encontrá-lo em qualquer lugar. Sempre ouvia falar dele inclusive havia lido há muito tempo. Recentemente ao pôr minha leitura em dia, resolvi lê-lo novamente e, desta vez, com outro olhar, agora um pouco mais crítico, percebi o quanto essa obra é verdadeiramente uma obra prima que deveria ser bem mais valorizada e lembrada do que realmente é. E o que é ainda mais admirável, escrita por um brasileiro, José César de Mello e Souza, carioca, nascido em 1895, morreu em 1974, aos 79 anos, professor de Matemática e Pedagogo e amantes das lendas do Oriente. Para atrair mais seu público alvo, criou o heterônimo Malba Tahan, não sendo apenas um nome qualquer, sim, toda uma biografia para seu personagem que o deixara tão famoso até após sua morte.

Sem exagero algum, O Homem Que Calculava, de Malba Tahan, é uma leitura indispensável para qualquer pessoa que ama Literatura. Um livro escrito com sensibilidade e sabedoria. E o que desperta, no mínimo, a curiosidade de lê-lo, foi escrito por um brasileiro com heterônimo oriental, que mesmo tendo sido publicado há quase cem anos, continua mais atual do que nunca.

Vamos apoiar e divulgar a Literatura Brasileira! Ela e nós brasileiros agradecemos!

 

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Por: Ray Monteiro.

Post Author: Ray Monteiro

Olá, sou Raymundo Monteiro, escritor e humorista. Estou aqui iniciando minha tentativa de ser colunista, aproveitando essa oportunidade que o site Cinco Tons deu. Obrigado, Cinco Tons!

2 thoughts on “O HOMEM QUE CALCULAVA: CONTOS DE AMOR À MATEMÁTICA

    Dagoberto Domingos Teodoro

    (13 de agosto de 2019 - 12:35)

    Um livro envolvendo matemática e que vem sendo consumido com rara avidez há gerações, O HOMEM QUE CALCULAVA, de Malba Tahan, a matemática recreativa apresentada no livro é, certamente, menos dolorosa que a fria e doutoral ensinada nos colégios. Malba Tahan (pseudônimo do professor Júlio César de Mello e Souza) conseguiu realizar quase que um milagre, uma mágica: unir ciência e ficção e acertar. Seu talento e sua prodigiosa imaginação são capazes de criar personagens e situações de grande apelo popular, o que explica seu imenso sucesso. O HOMEM QUE CALCULAVA é uma oportunidade para os aficcionados dos algarismos e jogos matemáticos se deliciarem com os vários capítulos lúdicos da obra. Tahan narra a história de Bereniz Samir, um viajante com o dom intuitivo da matemática, manejando os números com a facilidade de um ilusionista. Problemas aparentemente sem solução tornam-se de uma transparente simplicidade quando expostos a ele. Gráficos facilitam ainda mais a leitura do livro. Uma pequena obra-prima da literatura infanto-juvenil.

      Ray Monteiro

      (20 de agosto de 2019 - 09:37)

      Dagoberto, com certeza é um dos melhores clássicos da Literatura mundial. Obrigado pela atenção!

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