Divaldo - O Mensageiro da Paz

DIVALDO, O MENSAGEIRO DA PAZ – BONITO E DESPRESTENSIOSO

As três fases de Divaldo Franco: João Bravo (Criança), Guilherme Lobo (Jovem) e Bruno Garcia (Adulto).
Foto acima destaca as três fases de Divaldo Franco: João Bravo (Criança), Guilherme Lobo (Jovem) e Bruno Garcia (Adulto).                   “Divaldo – O Mensageiro da Paz” estreou nos cinemas dia 12/09/2019. Orador e filantropo baiano mantém o projeto social “Mansão do Caminho” há mais de sessenta anos em Salvador (BA)

Há praticamente um mês em cartaz nos cinemas o filme ”Divaldo, O Mensageiro da Paz”, traz a história do maior divulgador da Doutrina Espírita atual no Brasil. Depois de Chico Xavier, também com cinebiografia, o filme sobre a vida do orador baiano, traz de forma leve e bem-humorada, a trajetória de vida do médium mais influentes do meio espírita baiano e brasileiro. Ao longo dos seus 92 anos de vida e mais de sessenta anos de trabalhos doutrinários e filantrópicos, o longa de aproximadamente 1 h e 59 min, mostra-nos o início difícil de sua descoberta e jornada mediúnica, na Bahia dos anos 1930, em sua infância (João Bravo, Divaldo criança) passando por sua juventude (Guilherme Lobo) e fase adulta, brilhantemente interpretado pelo Bruno Garcia. Destaco aqui duas surpresas incríveis cuja interpretações muito me emocionaram: Regiane Alves como Joanna de Ângelis, Mentora Espiritual do médium e Marcos Veras (geralmente mais lembrado por personagens cômicos) interpretando o Obsessor que atormenta o personagem título desde sua infância até a fase adulta.

 

LOCAÇÕES E INTERPRETAÇÕES MARAVILHOSAS

 

Cenografia muito bem escolhida, elenco com uma interpretação maravilhosa e um roteiro bem sutil, sem pretensão alguma de doutrinação. Ao assistir à cinebiografia do orador e filantropo, verá que em momento algum, apesar da temática espírita, o longa tem a pretensão de doutrinar os não-Espíritas, muito pelo contrário, mas passar uma mensagem de amor e paz. Justificando o subtítulo: “O Mensageiro da Paz”. O longa conta os medos, anseios e aprendizado que todo iniciante em qualquer caminhada espiritual geralmente passa. Dificuldade, pressão, disciplina, exigência de entrega e dedicação que todo caminhante da seara espiritual tem que ter, pois sem esses predicados, sem esforço, não se têm méritos e sem isso, nada se conquista. Um filme sutil, bem-humorado, contado de modo simples e bonito. De modo despretensioso, tendo muitas características que o Divaldo (ainda presente entre nós) têm – simples, direto e carismático. Dirigido por Clovis Mello. Vale a pena ir ao cinema. Um dos filmes nacionais mais bonitos do ano 2019. Recomendo!

Post Author: Ray Monteiro

Olá, sou Raymundo Monteiro, escritor e humorista. Estou aqui iniciando minha tentativa de ser colunista, aproveitando essa oportunidade que o site Cinco Tons deu. Obrigado, Cinco Tons!

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