Rodrigo Lombardi e Kaysar Dadour protagonizam o longa nacional.

CARCEREIROS: DA TELINHA PARA A TELONA

Boa parte do elenco da série está no longa.
Boa parte do elenco da série está no longa..

Baseado na série CARCEREIROS, da TV Globo, que por sua vez, é uma livre adaptação do livro homônimo (publicado em 2012) escrito pelo famoso e querido médico, Dr. Drauzio Varella. Este bastante conhecido por suas dicas de saúde no programa jornalístico Fantástico. Mesmo autor do best-seller Estação Carandiru, célebre publicação que deu origem ao aclamado filme Carandiru: O Filme (obra publicada em 1999). O primeiro livro acima citado faz o mesmo feito que o segundo – Estação Carandiru – relata o universo das prisões para apresentar ao leitor o outro lado da moeda: a rotina dos agentes carcerários.

No filme, cujo estreou nesta última quinta-feira, 28/11, nos cinemas, conta a história de Adriano (Rodrigo Lombardi), formado em História e contrário à violência que decide virar carcereiro para seguir os passos do pai. Um dia, chega ao complexo prisional onde o carcereiro-historiador trabalha, um perigoso terrorista internacional: Abdel (Kaysar Dadour). Nesse momento a tensão aumenta pondo em risco a segurança de todo o presídio. Facções criminosas, rivais e separadas até então, confrontam-se pondo à prova toda a segurança do sistema de segurança pública e, principalmente, pondo em risco a vida dos carcereiros. Em mais um caso de série que vira filme (vide Sai De Baixo – 2019), esta produção do diretor José Eduardo Belmonte, tem como intenção expandir sua trama – iniciada pela excelente série -, focando na ação. Diferentemente da série, a principal função do longa-metragem (duração 110 min.) é aproveitar o protagonismo do carcereiro Adriano e inserir em uma trama simples que influencia a ambientação apresentada na série (que está até o momento em sua segunda temporada).

 

ADRENALINA BR NÃO DEIXA A DESEJAR

 

Aqui, além de boa parte do elenco da série está de volta, fato que contribuiu na preservação do estilo próprio, abre também espaço para que os roteiristas deem mais espaço para a inovação, onde novas situações são abordadas. A ação em nada deixa a desejar, e, é a cereja do bolo do longa nacional. É um filme baseado em uma série de grande repercussão, mas que em momento algum usa elementos de tele série. Muito pelo contrário, é um filmão para quem gosta do gênero não botar defeito. É o principal elemento que ditam a narrativa e conduz Belmonte a uma construção para lá de original. Prendendo a atenção do telespectador do início ao fim. Há, sim, alguns pequenos tropeços que poderiam deixar o longa mais fluido e o espectador mais envolvido, contudo, é um ótimo entretenimento para aquele que – assim como eu -, ama o gênero: ação. É sim, um filme nacional. Brasileiríssimo. E, que, em quase nada – ou pouco -, deixa a desejar em comparação aos longas-metragens estrangeiros do mesmo gênero.

Post Author: Ray Monteiro

Olá, sou Raymundo Monteiro, escritor e humorista. Estou aqui iniciando minha tentativa de ser colunista, aproveitando essa oportunidade que o site Cinco Tons deu. Obrigado, Cinco Tons!

2 thoughts on “CARCEREIROS: DA TELINHA PARA A TELONA

    Mário

    (29 de novembro de 2019 - 19:59)

    Nós estamos tão acostumados a viver dentro das nossas bolhas sociais, tão seguras e confortáveis, que esquecemos que existem realidades muito mais tensas do que as pequenas discussões, experimentadas na internet.

    Muitas vezes, reclamamos de inveja e perseguição no trabalho, mas o que fazer, quando a sua função representa um risco real de morte? Ou, quando a única saída seria se aliar ao “inimigo”?

    Essa resenha renovou a minha curiosidade pelo cinema nacional. Assisti Carandiru e, se essa obra seguir o nível de qualidade do seu predecessor espiritual, também me deixará bastante contente.

      Ray Monteiro

      (8 de dezembro de 2019 - 14:24)

      Com certeza, no meu ponto de vista, é um dos melhores filmes nacionais do ano.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *