Arlequina rouba a cena

AVES DE RAPINA: ARLEQUINA ROUBANDO A CENA

Arlequina (Margot Robbie) rouba a cena
Arlequina rouba a cena num dos filmes que tinha tudo pra dar errado.

Nesta quinta-feira, 06/02, estreou o primeiro filme de uma personagem dos HQ’s que sempre foi coadjuvante, Arlequina (Margot Robbie), sempre foi relegada à personagem em segundo, ou terceiro plano. Mais conhecida como: “a namorada do Coringa” – isso inclusive é muito citado no filme -, sempre ficou relegada como capacho, brinquedinho do mesmo. Onde o maior vilão do Batman usava e abusava da loira quando bem quisesse. Neste filme a coisa muda completamente. De coadjuvante torna-se a protagonista. Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa se passa depois dos acontecimentos de Esquadrão Suicida. Coringa aqui é citado como pivô da ‘emancipação’ da personagem, visto que antes ninguém mexeria com ela devido à proteção do seu ex-namorado, chamado carinhosamente de ‘pudinzinho’, agora terá que aprender a se defender por conta própria. Aos poucos, a história das demais personagens: Caçadora, Canário Negro, Montoya e a garota, Cassandra, é contada, num ritmo bem interessante. Onde, no meio de uma determinada situação, Arlequina conversando com o público – quebra da quarta parede -, conta o que ocorreu antes até chegar àquela situação.

 

FEITO POR MULHERES: AÇÃO, BOM-HUMOR E INTELIGÊNCIA  

 

O filme tem menos de duas horas de duração, muito ritmado, ação do início ao fim, um elenco – principalmente – as personagens principais – muito bem escolhido e uma direção caprichada da Cathy Yan. Dentre o elenco, grande destaque para a garota Ella Jay Basco, um jovem talento com grande potencial. O Máscara Negra, muito bem composto por Ewan Mc Gregor é, de certa forma, um misto da loucura do Coringa com um toque do charme do Duas Caras – ambos vilões dos HQ’s do Batman -, velhos conhecidos de Gothan City. A trama apresenta a emancipação não só da Arlequina como também das demais aqui citadas, fala de machismo sem ser panfletário, abordando temas bastante presentes na atualidade de forma despretensiosa e sem apelação barata.

Enquanto em Esquadrão Suicida houve erros imperdoáveis, Arlequina, uma das únicas coisas boas daquele trágico filme citado, aqui neste filme porque não dizer: “feminista”, praticamente tudo funcionou a favor. Sendo um filme produzido e elencado praticamente só por mulheres, foi encontrado o toque inteligente, bem-humorado e genuíno de abordar temas que poderiam ter facilmente caído no estereótipo.

Um dos filmes sobre personagens de HQ’s que mais curti. Depois do Coringa do Joaquin Phoenix, é claro!

Post Author: Ray Monteiro

Olá, sou Raymundo Monteiro, escritor e humorista. Estou aqui iniciando minha tentativa de ser colunista, aproveitando essa oportunidade que o site Cinco Tons deu. Obrigado, Cinco Tons!

4 thoughts on “AVES DE RAPINA: ARLEQUINA ROUBANDO A CENA

    Mário

    (8 de fevereiro de 2020 - 13:24)

    Texto coerente, quase sem falhas ortográficas e gramaticais e com referências no tempo certo.. Sem dúvidas, a sua melhor resenha até agora, Ray.

    Quem diria que lançariam um bom filme sobre uma personagem que surgiu numa série animada do Batman, nas manhãs de sábado do SBT, no início dos anos 90 e que ela também se emanciparia do estigma de não ter sido criada nos quadrinhos e do rótulo de “alívio cômico do alívio cômico”?

    A DC/ Warner tem mostrado que tem bons personagens e pode criar filmes divertidos com estéticas próprias e histórias simples, mas envolventes.

    Espero que vc também cresça artística e profissionalmente, Ray. Mande um abraço pro seu pudinzinho.

      Ray Monteiro

      (8 de fevereiro de 2020 - 14:29)

      Sua opinião é sempre muito importante! Obrigado pelo carinho, Mário!

    Felicio Sousa

    (8 de fevereiro de 2020 - 17:47)

    Esse tipo de filme não sou muito fã de ir ao cinema assistir, prefiro depois ver no streaming, mas este fiquei interessado em ver.

    […] Aves de Rapina: Arlequina roubando a cena; […]

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