Mojica, o eterno "Zé do Caixão".

ZÉ DO CAIXÃO: O ÍCONE DO TERROR NACIONAL

 

José Mojica Marins, "Zé do Caixão"
Neste 19 de fevereiro de 2020, partiu deste mundo o “pai” do terror brasileiro.

O “pai” do terror nacional despediu-se deste mundo ontem, 19 de fevereiro (2020), aos 83 anos, José Mojica Marins, o popular “Zé do Caixão”, originalmente conhecido a partir do primeiro clássico brasileiro “À Meia-,Noite Levarei Sua Alma” (1963). Desde então tornou-se o mestre do terror nacional. Cineasta, ator, roteirista de cinema e TV, diretor e produtor, autodidata, teve um início de carreira conturbado, mas, aos trancos e barrancos, conseguiu através da sua personagem peculiarmente intrigante e carismática Zé do Caixão, tornar-se um dos maiores cineastas brasileiros, influenciando várias gerações.

Além do citado clássico À MeiaNoite Levarei Sua Alma, Mojica foi autor de diversas obras-primas do terror tupiniquim, como: Esta Noite Encarnarei Em Teu Cadáver (1966); O Estranho Mundo de Zé do Caixão (1967); O Despertar das Besta (1969); Finis Hominis (1971); e um o mais recente Encarnação do Demônio (2008). Todos estes como diretor. Atuou também como ator em filmes nacionais bastante conhecidos como por exemplo: Dr. Bartolomeu e a Clínica do Sexo (2001), de  Mário Lima e Tom Campos, e Carniçal (2013), de Rubens Mello.

Mojica recebeu também vários prêmios por sua obra cinematográfica:

  • Prêmio Especial no Festival Internacional de Cine Fantástico y de Terror Sitges (Espanha), em 1973;
  • Prêmio L’Ecran Fantastique para originalidade, em 1974;
  • Prêmio Tiers Monde da imprensa mundial, na III Convention du Cinéma Fantastique (França), em 1974.
  • Melhor ator (José Mojica Marins) e Melhor Roteiro (Rubens Lucchetti), no Rio-Cine Festival, em 1986.

Todos estes apenas pelo clássico À Meia-Noite Levarei Sua Alma. Fora os demais prêmios ganhos referente aos diversos outros trabalhos que tanto nos assustou e divertiu. Poucas personagens da cultura pop brasileira se assemelham ao Zé do Caixão. Com sua excentricidade e peculiar senso artístico, não à toa tornou-se esse querido ícone nacional. Coisa rara nos dias atuais. Vai fazer muita falta à nossa cultura.

#FicaaHomenagem

Post Author: Ray Monteiro

Olá, sou Raymundo Monteiro, escritor e humorista. Estou aqui iniciando minha tentativa de ser colunista, aproveitando essa oportunidade que o site Cinco Tons deu. Obrigado, Cinco Tons!

2 thoughts on “ZÉ DO CAIXÃO: O ÍCONE DO TERROR NACIONAL

    Mário

    (20 de fevereiro de 2020 - 10:58)

    Saudoso Zé do Caixão.

    Muito antes dos encontros de nerds fantasiados de personagens com habilidade fora do comum, ele já fazia cosplay de um anti-herói. Ele seria o melhor representante brasileiro da Liga da Justiça Sombria.

    Lembro das maldições que ele rogava a quem ameaçasse desligar a TV ou mudar de canal. A encenação parecia cômica, mas também perturbadora. Eu sempre me perguntava se ele realmente tinha tal poder. Acho que o verdadeiro poder dele era instigar a nossa imaginação e trazer à tona os nossos medos mais ocultos.

    Confesso que nunca assisti nenhum filme dele, mas fiquei com vontade de conferir algum, depois dessa resenha. E quem não fizer o mesmo, ficará careca igual ao Ray.

    Salviano Santos

    (22 de fevereiro de 2020 - 08:34)

    Sempre curtir histórias de terror ainda mais as do Zé de Caixão, assustadoras e engraçadas. Muito show o Cine Trash e a série no canal Brasil. Pena que não ofi tão bem reconhecido como poderia ter sido. Artista de muito valor.

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