O Poço (Netflix, 2020) | Veja a crítica e uma análise sobre o final

O Poço (Netflix, 2020) | Veja a crítica e uma análise sobre o final do filme

O Poço, filme que estreou na Netflix neste 20 de março, mistura suspense, ficção científica e drama nas doses certas, e já tem se tornado um dos mais falados do momento.

A história do longa se passa em um futuro distópico, onde uma prisão vertical mantém duas pessoas em cada andar, com a comida sendo distribuída de cima para baixo. Ou seja: quem está na parte de cima come melhor, enquanto quem está embaixo precisa lutar pela sobrevivência.

O filme do novato Galder Gaztelu-Urrutia vem colecionando prêmios pelos poucos festivais em que foi apresentado. Ele recebeu o prêmio do público da seção Midnight Madness do Festival de Toronto. Foi lá que a notou o filme e ofereceu a sua distribuição internacional.

Os executivos da Netflix gostaram tanto que queriam fazer de O Poço um de seus produtos “originais”. No entanto, recusaram a proposta. Isso porque o filme já tinha pais, além de serem financiados com dinheiro público.

O Festival Internacional de Sitges tem sido o ponto culminante desde que recebeu o prêmio de melhor filme do concurso. Além disso, levou os prêmios de melhor nova direção, os melhores efeitos especiais e até o prêmio do público.

 

O Poço é acima da média

O nível técnico do filme é impressionante. O uso do som e a trilha sonora da música minimalista (que basicamente equivale a ruídos rítmicos), são fantásticos. Tudo isso é acompanhado pelo excelente trabalho de seus atores, um magnífico design de produção e uma montagem enérgica.

A soma dessas qualidades fazem a viagem proposta por O Poço mais intensa e eletrizante. A atmosfera nervosa, opressiva e de má índole nos acompanha durante toda a filmagem, sem nos dar uma folga.

Há muitas interpretações para o que vemos na tela, e o final aberto do filme deixa ainda mais especulações no ar. É uma boa aposta para fugir do noticiário atual.

Neste vídeo, você pode ver a crítica sobre o filme e também o final explicado – quer dizer, mais ou menos, já que é bem interpretativo. Assista:

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *