Critica de The Big Show Show, série da Netflix

The Big Show Show | Veja a crítica da nova série da Netflix

The Big Show Show é uma série da Netflix que estreou nesta segunda-feira (06/04) no catálogo da empresa de streaming. Ela é estrelada por Paul Wight, conhecido como Big Show pelos amantes de WWE. Aposentado, ele resolveu se enveredar pelo ramo da atuação – e consegue resultados bons, apesar de estrelar uma série que para muitos, pode soar datada.

Veja em vídeo:

Na sitcom, Wight interpreta uma versão de si mesmo. Fora dos ringues, ele precisa cuidar de sua esposa e das três filhas. Esse é o grande desafio de sua vida agora: lidar com a rotina de casa sem surtar. Dessa forma, ele vai mostrando sua faceta mais amorosa e tranquila, longe da imagem carrancuda da sua época de lutas.

Portanto, nota-se que The Big Show Show é uma série “para toda a família”, como se dizia antigamente. É uma comédia em vários tons acima, para realçar que nada ali reflete a vida real. Pelo contrário: emula, mas deixa a gente perceber que as situações são absurdas demais para acontecer em uma casa comum.

Wight se mostra um bom comediante em The Big Show Show. Ele é o principal nome da série (literalmente), e se dá bem como comediante. Ele usa e abusa de sua “cara de pateta” para atuar no seriado. Ou seja: como ele sabe que esta é uma versão ficcional de si mesmo, ele exagera nas caras fechadas para, na cena seguinte, se abrir amorosamente. Essa é uma parte vital da comédia da série: funciona bem justamente por isso.

No entanto, há quem possa reclamar dos tons antigos da sitcom. Ela lembra bastante as séries que viraram febre na TV no fim dos anos 80, começo dos anos 90. Filmadas em estúdio, com poucos personagens, muitos deles caricatos. Pode haver quem ache datado. Mas diverte.

 

The Big Show Show é estereotipada, mas vale a pena

Mas não é só na forma que The Big Show Show é estereotipada. Seus personagens secundários também são. As filhas de Wight, por exemplo, não tem muitas nuances. Cada uma delas representa um “tipo” de adolescente. A esposa do lutador também não fica atrás. Ela se mostra sem tridimensionalidade, além de exagerar um pouco nas caretas.

Talvez tudo isso seja justamente para entregar o protagonismo nas mãos do velho Big Show. Ele não precisa se esforçar nada para o papel, afinal, está interpretando ele mesmo. Neste caso, ele usa seu carisma natural para passar o que o personagem precisa. Nesse sentido, funciona muito bem. Suas cenas são engraçadas por ele ser uma pessoa que usa a cara séria para fazer humor. É fácil, mas funcional.

Pessoalmente, não conheço nada de WWE, MMA, UFC ou qualquer coisa do tipo. Mas pesquisei sobre Paul Wight logo depois de terminar a série, e percebi que ele é um cara muito querido. Além disso, ele também é uma pessoa que sabe usar seu porte físico para fazer humor, seja em entrevistas ou em sua carreira como lutador. Atuar era um passo natural para ele, assim como para The Rock, que seguiu o mesmo caminho.

Sendo assim, The Big Show Show funciona muito bem para quem tem pendores saudosistas, como eu. Gosto de séries antigas, ao estilo velho do sitcom. É um humor leve e despretensioso, capitaneado por um cara absurdamente carismático. Também traz as mensagens batidas de sempre sobre a união da família, crescimento das crianças, etc. Pode haver quem não goste, mas é bem possível que a série encontre seu público.

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

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