CRÍTICA: “Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”

O novo filme de Danilo Gentili – “Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro” – estreou nos cinemas dia 29 de novembro. O roteiro é do próprio Danilo, e a direção de Fabricio Bittar, que também dirigiu o primeiro filme de Danilo, “Como se tornar o pior aluno da escola” de 2017.

O filme é uma referência clara a “Evil Dead” de 1981, dirigido por Sam Raimi. Até a maquiagem no filme é extremamente parecida com a maquiagem do remake, “A Morte de Demônio” de 2013. Mais do que isso, o filme é uma paródia com filmes trash. O que já se pode esperar, portanto, são litros de sangue falso.

A história é a seguinte: depois de incidente com um aluno na escola Isaac Newton, o pânico se instaura entre os estudantes. Eles têm medo da Loira do Banheiro, que provavelmente está causando todo o terror. Por isso, pedem para que a escola chame “Os Caça Assombrações”, um grupo de Youtubers falidos tentando o estrelato.

 

Trash com qualidades

O filme esbarra no clichê quase o tempo inteiro, mas assim como no primeiro filme de Danilo isso é feito de propósito, por se tratar de uma paródia. Por isso, realmente funciona bem. Na verdade, o filme todo funciona bem. Perde o tom da piada as vezes, mas acontece pouquíssimo. Na maioria das vezes, as piadas são muito bem sacadas. A atuação de Danilo Gentili, apesar de limitada, fica longe de comprometer. Aliás, os quatro principais – Léo Lins, Murilo Couto, Dani Calabresa e o próprio Danilo Gentili – estão bem no filme, mesmo não sendo grandes atores.

A intenção é realmente fazer uma paródia, em cima dos filmes da década de oitenta. Então, as referências vão desde “Evil Dead” até “Ghostbusters”. É um filme divertido, engraçado e as vezes asqueroso – como o trash deve ser – que não se compromete a fazer muito, mas aquilo com que o filme se compromete faz muito bem.

Post Author: Mateus Castucci

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