"Pinky Malinky" usa do humor non-sense caótico para passar uma mensagem de otimismo frente a desafios na adolescência.

Crítica: “Pinky Malinky” – 1a Temporada

Pinky Malinky” deveria ter sido uma animação do Cartoon Network. O desenho foi desenvolvido por alguns dos responsáveis por “O Incrível Mundo de Gumball” – uma das melhores atrações do canal até hoje. Entretanto, o projeto foi engavetado. Dessa forma, a Netflix, juntamente com a Nickelodeon, percebeu o potencial da história e bancou sua produção. Com isso, temos um produto interessante e que diverte adultos e crianças.

"Pinky Malinky" usa do humor non-sense caótico para passar uma mensagem de otimismo frente a desafios na adolescência.O programa conta a vida de Pinky Malinky, um adolescente de 12 anos que seria um sujeito comum, não fosse o fato de ter nascido em formato de cachorro-quente. Acompanhamos a sua rotina no colégio e em sua casa, com seus parentes. Pinky tem dois amigos, com quem ele passa a maior parte do tempo e divide as suas aventuras. É claro que, tendo um formato diferente dos outros garotos da sua idade, ele passa por alguns constrangimentos. Entretanto, Pinky tem uma característica marcante: ele é absolutamente otimista em relação a tudo.

Aí está a grande graça de “Pinky Malinky”. O personagem principal vê tudo com bons olhos, não há tempo ruim para ele. É o olhar inocente, infantil mesmo. Entretanto, pela natureza da história e dos produtores responsáveis, só poderíamos esperar um humor non-sense. E é exatamente isso que temos. O estilo de comédia praticada pela série iguala “Gumball” no surrealismo e nas críticas sutis às práticas da sociedade padrão. Essa parte é que vai fazer a alegria dos adultos, que eventualmente acompanharem os episódios.

No entanto, quem vai mesmo gostar de “Pinky Malinky” são as crianças. O desenho é colorido, caótico e com muito movimento. Exatamente aquilo que os encanta hoje em dia. Ninguém se pergunta por que o protagonista tem o formato de cachorro-quente. Isso não é relevante para eles – e nem para nós. Faz parte da graça da coisa toda.

 

“Pinky Malinky” e sua equipe competente

“Pinky Malinky” também teve sorte com a sua equipe de dubladores. No original, o protagonista é dublado por Lucas Grabeel, conhecido por seu trabalho em “High School Musical“, da Disney. Além dele, outro nome bem famoso compõe o time: Miranda Richardson, duas vezes indicada ao Oscar. Ela faz a voz da avó de Pinky, que tem alguns dos diálogos mais divertidos de toda a série.

Em suma, esse seriado tem tudo para conquistar público e crítica, dos pequenos aos grandes. Para isso, basta manter o mesmo estilo em suas próximas temporadas. O humor praticado em “Pinky Malinky” é espirituoso, sem deixar de cutucar algumas situações como o sentimento de inadequação dos jovens, por exemplo. Traz boas lições, sem perder de vista a comédia non-sense que a caracteriza.

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

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