5 motivos para você assistir “Vidro”, de M. Night Shyamalan

“Vidro”, o esperado filme de M. Night Shyamalan, chegou hoje, dia 17 de janeiro, aos cinemas. Mesmo com todo o hype em cima da produção, ainda há pessoas que estão em dúvida sobre assisti-lo ou não. Dessa forma, nós queremos dar a você, leitor, 5 motivos para assistir ao longa.


Veja o nosso vídeo com uma análise sobre o filme:

 

A grande aposta de Shyamalan, diretor pelo menos um clássico do cinema moderno (“O Sexto Sentido“, 1999) foi bastante ousada. Depois de passar uma década no ostracismo, dirigindo bombas atômicas como “Fim dos Tempos” (2008), “O Último Mestre do Ar” (2010) e “Depois da Terra” (2013), ele se reencontrou. Tudo começou com “Fragmentado” (2015), que trouxe uma ligação inesperada com “Corpo Fechado” (2000). Na esteira do sucesso do longa nos cinemas, ele anunciou que tanto um quanto o outro fariam parte de uma trilogia, que seria encerrada em 2019. O resultado é este: “Vidro”, que tem vários prós, mas também alguns contras.

Pesando o resultado na balança, nós do CINCO TONS chegamos a conclusão de que o filme vale a pena. Em nosso vídeo, postado ali em cima, você terá todas as razões que apresentamos para isso. Aqui, você encontrará as cinco principais razões para VER o filme, de forma resumida. Acompanhe!

 

"Vidro" é um ótimo filme, mas que pode ser mal compreendido pelos espectadores. Vamos te dar cinco motivos para assisti-lo agora mesmo.Três motivos para ver “Vidro”

O nosso motivo número um é que é um ótimo suspense. Shyamalan é um especialista em manter a plateia presa na cadeira. Dessa forma, ele consegue fazer com que a gente fique com os olhos grudados na tela. Ele apresenta os personagens aos poucos, sem alardes. David Dunn (Bruce Willis) é visto como um vigilante solitário nas ruas da Filadélfia. O Fera (James McAvoy) segue alternando suas várias personalidades. Um pouco depois, nos deparamos com o Sr. Vidro (Samuel L Jackson), que está internado em um hospital psiquiátrico. A chefe do local é a Dra. Ellie Staple (Sarah Paulson), que tenta convencer os três de que eles são pessoas normais. Essas pessoas são mostradas a nós com naturalidade, e quando seus poderes finalmente surgem, impressionam.

O motivo número dois é a forte ligação que “Vidro” possui com seus antecessores. As tramas de “Corpo Fechado” e “Fragmentado” são bem unidas nesse longa, coisa que parecia improvável. No entanto, há um certo descaso com os coadjuvantes. A explicação para isso é simples: o foco está nos três personagens principais, e como o filme tem apenas duas horas, é preciso economizar nos outros para mostrar o que realmente importa.

Isso nos leva ao motivo número três: a qualidade das atuações. James McAvoy continua perfeito como O Fera, sujeito com trocentas personalidades. Ele consegue transitar entre elas quase sem tiques, de forma sutil, suave. Dessa forma, ele dá um show de atuação. Bruce Willis, por outro lado, aparece apagado, sendo introspectivo demais para um super-herói. Quem realmente rouba a cena, no entanto, é Samuel L. Jackson. O sujeito engole o cenário, as cenas, praticamente tudo. Ele brilha e encarna o Sr. Vidro como se não tivesse passado um dia sequer desde sua saída de cena em “Corpo Fechado”.

 

Agora, mais dois motivos

O motivo número quatro são os plot twists. Essa é a especialidade de Shyamalan. Até mesmo em seus filmes ruins ele usa o artifício com competência. Aqui, ele vai nos dando cada vez mais reviravoltas, que nos coloca em permanente estado de atenção. Embora o final seja anti-climático (explicamos isso no vídeo), “Vidro” vale pela emoção que provoca durante a jornada de duas horas que ele nos mostra.

Por fim, o quinto e último motivo é justamente o final do longa. “Vidro” termina de uma forma nada convencional. Mesmo emulando os arquétipos dos quadrinhos, criando super-heróis e seus respectivos vilões, não aguarde grandiosas cenas de luta como vemos nas produções da Marvel ou da DC. Temos aqui uma obra mais cerebral, com diálogos longos, que preza muito pelo envolvimento psicológico em detrimento da ação pura e simples.

É claro que “Vidro” tem seus problemas narrativos. Ele pode parecer chato para algumas pessoas. Por essa razão, há quem fale mal do filme, ou não tenha entendido a sua mensagem. Como resultado, você pode encontrar diversas críticas e análises pesando a mão na hora de falar sobre essa produção. No entanto, é importante ir com calma.

Acima de tudo, é importante lembrar que “Vidro” é um filme de M. Night Shyamalan. Ele nunca entrega as coisas de bandeja. Seus plot twists são bem armados justamente para que tenhamos uma enorme surpresa na revelação. Neste filme, no entanto, ele nos dá uma ambientação tensa, com uma fotografia quase sempre sombria. Por outro lado, essa constância é quebrada nas cenas do hospital psiquiátrico, uma cor é atribuída a cada um deles. Tanto é que vimos isso nos cartazes.

Certamente, assim como foi com “Corpo Fechado”, “Vidro” será um filme melhor entendido daqui a alguns anos. Esperamos que seja logo.

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *