"Os Estranhos - Caçada Noturna" é um filme de terror pavoroso - pelos motivos errados.

Critica: “Os Estranhos – Caçada Noturna” é clichê e totalmente previsível

Os Estranhos“, lançado em 2008 e dirigido por Bryan Bertino, não agradou não. Ainda assim, dez anos após o lançamento do primeiro, somos presenteados com uma sequência. Chamado de “Os Estranhos – Caçada Noturna“, seu grande mérito foi conseguir ser pior que o primeiro.

Dessa forma, temos os mesmos clichês e a mesma estupidez por parte dos personagem principais. Os mesmo jump-scares sem nenhum sentido e totalmente previsíveis. Enfim: fazia tempo que um filme não conseguia me deixar irritado de tão ruim. Esse conseguiu.

Mas primeiro, vou falar dos méritos do filme. Não se anime, são muito poucos. Em primeiro lugar, as atuações são muito convincentes. Um destaque para os assassinos, que ganham o nome de “DollFace”, “Man In The Mask” e “Pin-up Girl”. Seus trejeitos, a serenidade diante das vitimas, bem como a maneira como se movem contribui e muito para a tentativa do filme de criar tensão. Bailee Madison, que vocês provavelmente conhecem do filme “Esposa de Mentirinha” (aquele com o Adam Sandler), agora é moça. Ela entrega uma atuação muito competente. É uma pena que o roteiro, no começo do filme, se esforce tanto pra te fazer odiá-la.

A personagem de Madison, chamada Kinsey, é a personagem menos irritante de “Os Estranhos – Caçada Noturna”. E olha que no primeiro ato ela é detestável. No entanto, na hora em que o bicho pega, ela é a personagem mais lúcida e que toma decisões mais inteligentes para sair daquela situação. Os outros personagens são quase sempre mortos por distrações ou decisões estúpidas que acontecem durante o filme inteiro.

 

Os clichês previsíveis de “Os Estranhos – Caçada Noturna”

"Os Estranhos - Caçada Noturna" é um filme de terror pavoroso - pelos motivos errados.Sem contar que, apesar dos assassinos serem “humanos”, não se deixe enganar. O roteiro dá poderes sobrenaturais a eles. Por exemplo, podemos notar a invencibilidade, onisciência e onipresença deles. É incrível como o roteiro é obrigado a transformar seus serial killers em verdadeiros monstros sobrenaturais. Além disso, precisa fazer dos seus personagens os seres humanos mais burros possíveis. Só assim para conseguir que os bandidos representem qualquer ameaça. Coloque qualquer pessoa mais inteligente ali e os “estranhos” não durariam dez minutos vivos.

De clichês, o filme está completamente infestado, como por exemplo o policial solitário, que aparece do nada como uma salvação e é logo assassinado sem possibilidade de defesa. É engraçado quando a primeira reação que se tem quando o policial aparece é pensar: “vai morrer”. Não demora mais do que poucos segundos para que o filme mostre que realmente é clichê e previsível. O pior é que isso não acontece apenas em uma parte do filme: se não todos, a esmagadora maioria dos jump-scares se você consegue perceber chegando a quilômetros. Seja pelo jogo de câmera ou pela trilha sonora. Por fim, é obvio que em um desastre cinematográfico desse não poderia faltar um personagem gratuitamente assustando o outro, e coroando o filme com o maior clichê de todos os filmes de terror.

Graças a todos os problemas desse filme, qualquer acerto na direção de Johannes Roberts fica completamente ofuscado. Não assisti a todos os filmes lançados em 2018, mas esse é um fortíssimo candidato a ser o pior filme do ano.

Post Author: Mateus Castucci

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