O Oscar 2019 já entrou para a História. Saiba os motivos!

Os indicados ao Oscar 2019 saíram hoje. E com isso, já sabemos quem são os filmes e profissionais que ganharam uma chance de receber a cobiçada estatueta. Entretanto, hoje não falaremos sobre isso. Vamos mostrar para você, que está lendo agora, por que essa edição já está na História.

Publicamos um vídeo falando mais sobre isso. Assista abaixo:

Depois do #OscarSoWhite, que tomou as redes sociais em 2016, a Academia (AMPAS) tratou de mudar seus conceitos. Se antes os votantes eram mais idosos e conservadores, a direção da entidade passou a tomar outros rumos. Dessa forma, tivemos um grande aumento da diversidade entre o corpo votante – e consequentemente, dos filmes indicados. “Roma” ganhando 10 indicações ao Oscar 2019, mesmo sendo um longa mexicano, em preto e branco e falado em espanhol, é uma prova disso. Além do mais, filmes com temática contra o preconceito racial e a afirmação desse povo, como “Infiltrado na Klan“, bem como em “Pantera Negra“, também figuram entre os reconhecidos.

Além disso, em “Pantera Negra”, esse é mais um paradigma quebrado. Filmes de super-heróis sempre foram negligenciados pela Academia. No entanto, neste ano esse preconceito caiu. O longa, que faz parte do Universo Cinematográfico da Marvel, conseguiu chegar ao topo, conquistando a indicação para Melhor Filme – além de outras seis, em categorias técnicas.

Por fim, também caiu o preconceito contra produções vindas das plataformas de streaming. A Netflix já ensaiava entrar para esse hall (“Mudbound” recebeu 4 indicações ano passado), e agora se consagra com “Roma”, de Alfonso Cuarón – o favorito para receber o prêmio de Melhor Diretor. Sem dúvidas, esse é um avanço que apaga a linha que separava a produtora da aclamação crítica completa. Em suma: com tudo isso, já não há qualquer dúvida de que o Oscar nunca mais será o mesmo.

O Oscar 2019 causou uma pequena revolução, percebida por poucos. Entenda aqui o que aconteceu de tão relevante.

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

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