Critica: American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace

The Assassination of Gianni Versace é a segunda temporada de American Crime Story. A primeira temporada foi, como se sabe, The People v. O. J. Simpson. Já aclamada em seu inicio, essa produção chegou com uma nova proposta, e assim como True Detective, em cada temporada o espectador tem a oportunidade de conhecer o inicio, meio e fim de uma história. Além disso, há peso de ambas terem uma primeira temporada ovacionada pela crítica, o quê deixa suas sequências com um peso praticamente inalcançável pelas suas antecessoras.

No entanto, diferente de True Detective, American Crime Story nos conta casos de grandes personalidades – como foi o caso de O. J. Simpson, que teve nada menos que 22 indicações em 13 categorias no Emmy, vencendo 9 delas. Números superiores que qualquer outro show. Recebeu o Emmy de Outstanding Limited Series, além do Globo de Ouro de Best Miniseries or Television Film e Best Actress – Miniseries or Television Film.

 

Um novo caso: o de Gianni Versace

Frente a tantos prêmios era natural uma ansiedade por parte do público quanto a sua segunda temporada, e o caso escolhido foi o assassinato do icônico estilista Gianni Versace. O crime aconteceu na manhã do dia 15 de julho de 1997, em frente à Casa Casuarina, a célebre mansão do estilista na Ocean Drive, em Miami Beach. A história foi baseada no livro Vulgar Favors, de Maureen Orth. Segundo esses relatos, Versace e seu assassino Andrew Cunanan se conheceram brevemente em São Francisco, no ano de 1990.

Cunanan é natural da Califórnia e Versace estava lá para fazer o figurino de uma ópera. Donatella, irmã de Gianni, até hoje nega que os dois se conhecessem. A série traz ao público uma narrativa na qual Andrew Cunanan (Darren Criss) tinha um tipo de obsessão e/ou inveja por Versace, fazendo assim uma ligação entre os dois. Entretanto, que a esse fio narrativo parece mais uma liberdade criativa para uma justificativa final.

Apesar de todo peso que o nome Versace levou e leva ao mundo da moda (e ao título da série) dessa vez não foi ele o protagonista. Quem realmente estrela é Cunanan. Logo de cara já nos deparamos com o assassinato de Gianni, e assim em diante viajamos no tempo para conhecê-lo melhor. Passamos a acompanhar a sua vida, suas motivações, e o que possivelmente poderia tê-lo levado a cometer o ato.

 

Os três atores principais de American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace: Edgar Ramirez, Darren Criss e Penelope Cruz – Foto: Reprodução

 

As motivações de Andrew

Por fim, Andrew Cunanan foi considerado um serial killer com quatro assassinatos. Mais de trezentos policias se empenharam em sua captura, já que ele figurava na lista dos dez foragidos mais procurados do FBI. Mesmo assim, morou por dois meses em Miami Beach antes do seu quinto homicídio.

A história de Cunanan é muito interessante, especialmente quando se faz um paralelo junto a de Versace. Entretanto, ela é mal conduzida e desperdiçada em diversos momentos. Sua infância e seu pai teriam um potencial maior se apresentados mais cedo ao espectador. Isso porque que a relação do mesmo com Versace é um mistério até hoje. Dessa forma, não pôde ser explorado.

Apesar das limitações, a história de Cunanan é interessante e segura o nosso interesse. A forma na qual age, manipula e consegue tudo que quer o deixa a altura de criminosos como Charles Manson. Por fim, apesar das afirmações de que não havia vinculo entre Versace e Cunanan, todas as outras quatro vitimas tinham um envolvimento com Andrew. Então, seria Gianni uma exceção? Ou uma forma de deixar seu nome na história assassinando uma importante figura da moda? Essas são as dúvidas que ficam em “The Assassination of Gianni Versace”.

Post Author: Thierry Reis

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