Crítica: “Juventude Assassina”, filme da Netflix, mostra as almas torturadas dos adolescentes nos anos 90

Juventude Assassina”, filme que chega agora na Netflix, traz alguns questionamentos e situações típicos dos adolescentes em qualquer lugar do mundo. Sobretudo no Japão, onde a história se ambienta. O longa é baseado em um mangá de grande sucesso, realizada por Kyoko Okazaki. A produção tem sua ação ambientada bem no meio dos anos 90, uma época de incertezas em relação ao futuro, ao mesmo tempo em que se tem um boom econômico capaz de dar esperança à população.

 

Veja a nossa crítica aqui:

 

Cada um deles possui seus próprios dilemas, problemas familiares e de relação social, e têm seus destinos cruzados em uma história que começa intimista, mas que vai crescendo cada vez mais até chegar a um clímax explosivo e gigantesco. Para quem gosta de bons dramas, essa é uma opção segura.

Poster de "Juventude Assassina", lançamento da Netflix“Juventude Assassina” é um filme que, assim como a obra que o originou, consegue captar bem as angústias de uma geração. A história gira em torno de alguns adolescentes, onde cada um possui seus próprios problemas para resolver. O elo de ligação entre as histórias é Haruna (Fumi Nikaido), que se torna amiga, quase sem querer, de um garoto chamado Yamada (Ryo Yoshizawa). Ele é um garoto introvertido, homossexual, que mantém um relacionamento de fachada com uma garota.

Haruna namora Kannonzaki (Shuhei Uesugi), um típico valentão com pendores machistas. Quando ela descobre que Kannonzaki foi para cima de Yamada, eles se afastam. Como agradecimento pela amizade, o rapaz revela a ela seu segredo. No caso, trata-se da localização de um corpo morto no rio. A partir disso, a história de “Juventude Assassina” vai se tornando cada vez mais densa e sombria.

 

“Juventude Assassina” e o overacting

Além disso, também entra nessa trama a modelo Kozue Yoshikawa (Sumire), que esconde de todos o seu problema com a bulimia. Como se percebe, os problemas que atingem os jovens em “Juventude Assassina” são mais de ordem pessoal, como os típicos questionamentos sobre o futuro, sobre os sentimentos e também sobre as relações pessoais entre si. Dessa forma, pode apostar que o longa tem trechos de muito drama.

E por falar nisso, “Juventude Assassina” exagera um pouco na atuação. Por mais que seja um retrato fiel da época, ainda há um pouco de “overacting” no elenco. Ainda assim, é um filme interessante. Conta com uma história densa e sombria – que às vezes também pode soar exagerada, mas nada fora do comum. É um longa que retrata bem as torturas da alma de muitos jovens. Os da época e os de hoje. Tanto uns quanto outros ainda se encontram confusos e perdidos em relação a si mesmo e aos outros. E você sabe, não é preciso estar em 1994 para se reconhecer nessa situação.

 

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

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