Crítica: No Good Nick é uma aposta da Netflix em uma sitcom mais sombria - Foto: Reprodução/Netflix

Crítica: No Good Nick é aposta da Netflix em uma sitcom mais sombria

No Good Nick” é uma série que estreou na Netflix nesta semana, e que traz uma história de comédia – mas com toques sombrios. Isso porque trata de contar a saga de uma garota de 13 anos em busca de vingança, e como ela acaba mudando de ideia no meio do caminho.

Acompanhamos a trama de Nicole, a tal adolescente, que se infiltra em uma típica família americana com um único objetivo: vingança. Contar o motivo dessa vendetta pode estragar a experiência de descobrir por si mesmo. Por essa razão, a gente vai se abster de dizer aqui. Para conseguir entrar no seio dessa família, ela se passa por uma parente distante e pede abrigo a eles. Seu pedido é imediatamente aceito. Dessa forma, ela começa a interagir com eles, e ao conhecê-los de perto, começa a se afeiçoar.

“No Good Nick”, portanto, tem uma história com um pé na dramédia. Apesar de ser uma sitcom, com situações que remetem a esse tipo de série, também tem um arco dramático interessante. No entanto, é engano pensar que a série é simplista em sua construção. Na aparência, ela não tem nada demais. Entretanto, fala de amizade e de companheirismo nas entrelinhas. É exatamente isso que a torna boa.

As atuações de Siena Agudong (como Nicole), Sean Astin e Melissa Joan Hart (como os líderes da família) são convincentes. O trio é um grande destaque em “No Good Nick”. Entretanto, o melhor personagem é Jeremy (Kalama Epstein). Ele é quem desconfia das atitudes de Nicole e passa o tempo todo tentando descobrir seu verdadeiro plano.

No fim das contas, “No Good Nick” é uma série engraçada, mas que carrega temas mais sérios. Isso a torna imperdível, além do gancho para a parte 2, que deve ser lançada ainda neste ano na Netflix.

Post Author: Luiz Henrique Oliveira

Nascido em Capão Bonito, criado em Itapetininga, residente de São Paulo. Gosta de filmes, de séries, de livros e de dar uns rolês aleatórios. Acha "O Poderoso Chefão" o melhor filme do mundo quando não lembra que "2001" consegue ser melhor. É religioso: tem muita fé em Stanley Kubrick.

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